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DESTAQUE
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpoe a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ética Esportiva
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
A VELHA MÍDIA ESTÁ DESAPARECENDO
Por Antonio Lassance
Como um iceberg a navegar em águas quentes e turbulentas, a velha mídia está derretendo. O mundo está mudando, o Brasil é outro e os brasileiros desenvolvem, aceleradamente, novos hábitos de informação. Um retrato desse processo pode ser visto na recente pesquisa http://antoniolassance.blogspot.com/2010/07/o-povo-nao-e-bobo.html encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-P.R.),destinada a descobrir o que o brasileiro lê, ouve, vê e como analisa osfatos e forma sua opinião. A pesquisa revelou as dimensões que o iceberg ainda preserva. A televisão e o rádio permanecem como os meios de comunicação mais comuns aos brasileiros. A TV é assistida por 96,6% da população brasileira, e o rádio, por expressivos 80,3%. Os jornais e revistas ficam bem atrás. Cerca de 46% costumam ler jornais, e menos de 35%, revistas. Perto de apenas 11,5% são leitores diários dos jornais tradicionais. Quanto à internet, os resultados, da forma como estão apresentados, preferiram escolher o lado cheio do copo. Avalia-se que a internet no Brasil segue a tendência de crescimento mundial e já é utilizada por 46,1% dapopulação brasileira. No entanto, é preciso uma avaliação sobre o lado vazio do copo, ou seja, a constatação de que os 53,9% de pessoas que não têm qualquer acesso à internet ainda revelam um quadro de exclusão digital que precisa ser superado. Ponto para o Programa Nacional da Banda Larga, que representa a chance de uma mudança estrutural e definitiva na forma como os brasileiros se informam e comunicam-se. A internet tem devorado a TV e o rádio com grande apetite. Os conectados já gastam, em média, mais tempo navegando do que em frente à TV ou ao rádio. Esse avanço relaciona-se não apenas a um novo hábito, mas ao crescimento da renda nacional e à incorporação de contingentes populacionais pobres à classe média, que passaram a ter condições de adquirir um computador conectado. O processo em curso não levará ao desaparecimento da TV, do rádio e da mídia impressa. O que está havendo é que as velhas mídias estão sendo canibalizadas pela internet, que tornou-se a mídia das mídias, uma plataforma capaz de integrar os mais diversos meios e oferecer ao público alternativas flexíveis e novas opções de entretenimento, comunicação pessoal e "autocomunicação de massa", como diz o espanhol Manuel Castells http://antoniolassance.blogspot.com/2010/06/castells-comunicacao-poder-e.html. Ainda usando a analogia do iceberg, a internet tem o poder de diluir, para engolir, a velha mídia. A pesquisa da Secom-P.R. dá uma boa pista sobre o grande sucesso das plataformas eletrônicas das redes sociais. A formação de opinião entre os brasileiros se dá, em grande medida, na interlocução com amigos (70,9%), família (57,7%), colegas de trabalho (27,3%) e de escola (6,9%), o namorado ou namorada (2,5%), a igreja (1,9%), os movimentos sociais (1,8%) e os sindicatos (0,8%). Alerta para movimentos sociais, sindicatos e igrejas: seu "sex appeal" anda mais baixo que o das(os) namoradas(os). Estes números confirmam estudos de longa data que afirmam que as redes sociais influem mais na formação da opinião do que os meios de comunicação. Por isso, uma informação muitas vezes bombardeada pela mídia demora a cair nas graças ou desgraças da opinião pública: ela depende do filtro excercido pela rede de relações sociais que envolve a vida de qualquer pessoa. Explica também por que algo que a imprensa bombardeia como negativo pode ser visto pela maioria como positivo. A alta popularidade do Governo Lula, diante do longo e pesado cerco midiático, talvez seja o exemplo mais retumbante. Em suma, o povo não engole tudo o que se despeja sobre ele: mastiga, deglute, digere e muitas vezes cospe conteúdos que não se encaixam em seus valores, sua percepção da realidade e diante de informações que ele consegue por meios próprios e muito mais confiáveis. É aqui que mora o perigo para a velha mídia. Sua credibilidade está descendo ladeira abaixo. Segundo a citada pesquisa, quase 60% das pessoas acham queas notícias veiculadas pela imprensa são tendenciosas. Um dado ainda mais grave: 8 em cada 10 brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro (que é o rumo da atual trajetória do país), maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula - ou "inocula". A velha mídia está se tornando cada vez mais salgada para o povo. Em dois sentidos: ela pode estar exagerando em conteúdos cada vez mais difíceis de engolir, e as pessoas estão cada vez menos dispostas a comprar conteúdos quepodem conseguir de graça, de forma mais simples, e por canais diretos, mais interativos, confiáveis, simpáticos e prazerosos. Num momento em que tudo o que parece sólido se desmancha... na água, quem quiser sobreviver vai terque trocar as lições de moral pelas explicações didáticas; vai ter que demitir os pit bulls e contratar mais explicadores, humoristas e chargistas. Terá que abandonar o cargo, em que se auto empossou, de superego daRepública. Do contrário, obstinados na defesa de seus próprios interesses e na descarga ideológica coletiva de suas raivas particulares, alguns dos mais tradicionais veículos de comunicação serão vítimas de seu próprio veneno. Ao exagerarem no sal, apenas contribuirão para acelerar o processo de derretimento do impávido colosso iceberg que já não está em terra firme.
* Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Irracionalidade, ausência de ética e intolerância

Por Rogério Simões
A instituição em questão, Universidade Bandeirante, ou simplesmente Uniban, decidiu expulsar Geisy de seu corpo discente. Segundo comunicado divulgado ao público em anúncio pago, uma "sindicância consuante com o Regimento Interno" da universidade concluiu que a aluna é culpada de "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade". O Ministério da Educação exigiu explicações da instituição, e a ministra Nilcéia Freira, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, criticou duramente a decisão. As explicações contidas no anúncio da Uniban parecem não ter convencido as autoridades do país.
Em questões de moralidade, não há necessariamente certo ou errado. Sociedades desenvolvem-se de formas muito particulares, de forma que algo aceitável na Suécia pode não ser tolerado no México, muito menos na Arábia Saudita. Algo moralmente condenável no Brasil dos anos 40, como a prática do sexo antes do casamento, é hoje um comportamento não apenas natural, mas esperado. A pornografia é proibida em países muçulmanos, mas na maior parte do mundo ocidental, se produzida com e para adultos (a partir de 18 anos), trata-se de um produto como outro qualquer, de veiculação restrita, mas aceito e livremente consumido. O aborto voluntário, ainda proibido no Brasil fora casos de estupro e risco à vida da mãe, é um direito legal em nações como Grã-Bretanha, França ou Estados Unidos. Na Nicarágua, uma mulher grávida em decorrência de um estupro pode ir para a cadeia se optar pela interrupção da gestação.
No Afeganistão (foto acima), as mulheres são alvo de tradições e leis que estão entre as mais conservadoras do mundo. Nos tempos do regime do Talebã, nos anos 90, mulheres violentadas poderiam ser apedrejadas até a morte por terem, mesmo que involuntariamente, mantido relações sexuais fora do casamento. Nesse mundo do Talebã, Geisy Arruda não teria direito nem mesmo à educação. No Irã, ela poderia ir livremente à faculdade, desde que de corpo e cabeça cobertos. Já na maior parte do mundo ocidental, um vestido exageradamente curto de uma aluna seria recebido apenas com olhares (interessados ou indignados), comentários (elogiosos ou negativos), reclamações formais aos responsáveis pelo recinto ou puro desinteresse.
Cada sociedade escolhe seu grau de abertura moral e as formas como pretende punir desvios de conduta. O Brasil, por suas características históricas, é um verdadeiro caldeirão cultural, com grande variação de pensamentos, dos mais liberais aos mais conservadores. A legislação e o próprio bom senso, que incorporaram mudanças sociais como o divórcio, sempre tentaram encontrar um denominador comum que reflita o que o país pensa e tolera. O incidente envolvendo Geisy Arruda, a Uniban e estudantes engajados no linchamento moral de uma colega (para a universidade, uma "defesa do ambiente escolar"), pode ser um bom momento para a sociedade brasileira mostrar do que mais se aproxima: dos ideais ocidentais de tolerância ou do radicalismo do Talebã.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
“Reflexão sobre a percepção de valor intrínseco”

Segue o texto:
“Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser? Essa experiência mostra como na sociedade em que vivemos os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia, e pelas instituições que detém o poder financeiro. Mostra -nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.”
Joshua BellJoshua Bell fez sua estréia no Carnegie Hall em 1985 com a Orquestra Sinfônica de Saint Louis. Realizou o solo a trilha sonora do filme O Violino Vermelho de John Corigliano ganhador de Oscar e também na Mulheres de Lavanda. Bell também fez uma aparição no filme Music of the Heart, uma história sobre o poder da música, com outros notáveis violinistas.
O instrumento de Bells um violino Stradivarius, feito em 1713 durante a conhecida como Antonio Stradivari's "Golden Era.". Este violino tinha sido roubado duas vezes desde o anterior proprietário, Bronislaw Huberman. Bell comprou-o por cerca de quatro milhões de dólares. A primeira gravação foi Romance of the Violin (pela Sony Classical) in 2003. Vendeu mais de 5000000 cópias e permaneceu no topo das tabelas de música clássica por 54 semanas. Bell é parceiro artístico da Saint Paul Chamber Orchestra (na temporada 2004-2005) e professor na Royal Academy of Music, em Londres e professor na Massachusetts Institute of Technology.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Exemplo de pragmatismo
HTSRSegundo o jornal papuásio The National, duas mulheres da região fizeram a revelação durante um encontro promovido na semana passada na cidade de Goroka, capital da província que abriga as tribos em conflito, para discutir a paz e a reconciliação na região.
Segundo as mulheres, Rona Luke e Kipiyona Belas, de duas tribos em disputa, a decisão de sacrificar os bebês do sexo masculino foi tomada para forçar o fim do conflito ao reduzir a população masculina disponível para a guerra.
“Todas as mulheres concordaram em matar todos os bebês do sexo masculino porque elas já estavam fartas de ver os homens se envolvendo em conflitos tribais e deixando-as na miséria”, relatou Luke, de acordo com o National.
Ela admitiu que a morte dos bebês era um crime bárbaro, mas alegou que essa era a única maneira que as mulheres tinham para tentar acabar com o conflito.
Dificuldades
Belas, por sua vez, afirmou que as mulheres tinham dificuldades em conseguir alimentos enquanto seus maridos permaneciam envolvidos na guerra.
As mulheres não souberam dizer quantos bebês foram sacrificados até agora durante o período de conflito, iniciado em 1986 após a ocorrência de alguns assassinatos na região atribuídos a bruxaria.
O Exército da Salvação, que promoveu o encontro da semana passada em Goroka, vem reunindo líderes de 15 diferentes tribos da região para tentar negociar um fim aos conflitos.
Segundo um porta-voz da organização, o assassinato dos bebês recém-nascidos é uma demonstração da extrema frustração das mulheres com os homens envolvidos na guerra.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Dia Mundial da Conservação do Solo e Santa Catarina
quarta-feira, 25 de março de 2009
Acerca do caos urbano em Florianópolis
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Há alguns meses, os coqueirenses, através da sua associação de bairro, rejeitaram a proposta de uma ciclovia. O argumento, oriundo dos donos de restaurantes, era o de que isso diminuiria o número de vagas de estacionamento de automóvel privado - o que seria ruim para os negócios. Pegando embalo na genial reação dos coqueirenses, envio uma ligação da empresa pública de transportes coletivos de Stuttgard. Eles têm ônibus, VLTs (bondes) e trens de variadas bitolas e alcances. Parece uma empresa eficiente, com boa política por trás, e cheia de ideias - como se vê pelo sítio deles. Com parcerias diversas, oferecem aos usuários descontos em teatros, em restaurantes, na biblioteca pública, etc., para quem deixa o automóvel privado em casa no dia-a-dia. Usuários frequentes pagam menos. Há 9.565 bicicletários estrategicamente colocados em baldeações, para incentivar que um trecho seja feito de bicicleta. Querem saber onde? Basta entrar aqui:http://www.vvs.de/service_prbr_br_alle.php,dizer a região e baixar um arquivinho pdf com o mapa.Enquanto isso, na mágica capital dos catarinenses, as empresas locais (privadas), em conluio histórico com o poder dedicadamente público, aplicam as suas calorias em... (preencham vocês - eu vou pegar um café moído na hora com pão integral caseiro, uma dilícia).Mas parece que não poderia ser diferente, ora bolas; afinal, a indústria automotiva, ouvi dizer ontem no telejornal de economia, é a base da cadeia produtiva brasileira. Ou será que foi anteontem que ouvi isso? Ou no dia anterior? Mas espera: se é esse o argumento que vale, então por que diabos na Alemanha pode ser diferente? Certamente porque a indústria automotiva deve ser ali um parte menos importante da cadeia produtiva do que aqui.
Bem... que as questões voltadas ao urbanismo e ecologia, em Florianópolis, dão "pano pra manga", isso não é novidade. Afinal, os governantes da Ilha da Magia, envoltos nessa atmosfera sobrenatural, parecem extenderem os seus dotes obscuros ao mundo do caos, de onde buscam inspiração admnistrativa. Mas... espera aí, lembro-me de Montesquieu que afirmou que "cada governante adapta-se ao povo que tem". Se isso é verdade, em que pese o "punho" da indústria automotiva nas decisões socio-políticas das comunidades mundiais, parece ser relevante destacar a visão ambígua e bastarda dos nativos e imigrantes locais. Nem se decidem por uma cidade cuja marca seja a griffe ecológica - tão em voga hodiernamente - e nem pelo tradicional refrão progressista. O resultado é uma cidade acéfala, cuja mídia faz a fama. A infra-estrutura turística é sofrível e o "espólio" desta, que deveria servir aos residentes, não poderia ser coisa melhor. Ora bolas... que esperar de gente cujo mantra básico é explorar os desavisados? Essa índole permeia desde os cérebros menos trabalhados cognitivamente aos de bacharéis, mestres e doutores que já pululam a antiga Desterro. Ummm... parece que esta é a sina deste recanto geográfico. Gente empreendedora, esclarecida e culta não são bem vindas. Por isso essa eterna mediocridade, tranvestida de alegria e fantasia. Ciclovia em Coqueiros? Onde? A única ciclovia que foi - de fato - projetada nesta ilha é um caos. Imagine-se essas engembrações! Sonhar que contribuam para a melhoria da saúde - quer por redução no aquecimento global ou pelas benesses do exercício físico - é uma pueril ilusão. Na verdade contribuem com a baderna no trânsito e põem em risco a vida da meia dúzia de "gatos pingados" que ousarão usar os pedais de seus veículos, ecologicamente corretos, nesses corredores que fazem a alegria dos propagandistas partidários de ocasião. É muito interessante pensar numa Florianópolis (eita nome horrível -sempre me lembra o Floriano) neerlandesa, mas nada "cai do céu".
Ciclovias? Sim. Projetadas e com bom nível de segurança, conforto e efetividade. De que adianta pedalar uma centena de metros, ombro a ombro com ônibus e caminhões, e, em seguida, ter que disputar um quinhão de espaço na via comum? Desencargos politicóides de consciência e maquiagem barata com o fim de perpetuar a idéia de uma cidade "voltada ao verde" nada acrescentam à falta de estacionamentos públicos (pois quem tem carro paga mais impostos de quem não tem); de transportes públicos (garantidos em constituição e posto que são uma consessão não deveriam visar lucros estelares) regulares e de qualidade; de efetivação de propostas que estimulem meios alternativos de transporte, etc e etc... O pacote de mudanças, que passa desde a base cultural do "mané" até as sofisticadas soluções de engenharia, logística e administração, é tamanho que parece requerer uma mudança de paradigma, sob pena "ad eternum" de se "despir um santo para vestir outro". "Trocando em miúdos": "nem tanto ao mar, nem tanto à terra". Não sou adepto da "autofobia" e nem um defensor fundamentalista da carroça e assemelhados. Se é verdade que o embróglio em torno da ciclovia coqueirense teve seu desfecho influenciado pela visão - esverdeada pelo azinhavre do vil metal - de um parcela, minoritária, de cidadãos, temos que ter em conta que se outra parcela, igualmente minoritária, tivesse implementado a dita via para veículos de duas rodas, no fim das contas - descontados "mortos e feridos" - teríamos um "ganho" de proximidade com o inferno, no trânsito, e um aumento de emergências hospitalares. Pragmaticamente, quem sai ganhando?
